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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Curso "Espiral Negra: Ciência e Movimento" - SP

Quilombaque, Elo da Corrente, Sarau na Brasa e Edições Toró convidam para o per-curso "Espiral Negra: Ciência e Movimento" , dando asa e chão pra Pedagoginga
No Espaço da Comunidade Cultural Quilombaque, em Perus, na Travessa Cambaratiba, portão 05 (rua sem saída paralela à estação de trem Perus, próxima à Praça Inácia Dias)
Seis encontros aos sábados: 30/01, 06, 20 e 27/02, 06 e 13/03 – Sempre das 14h às 17h
Cartaz de divulgação, informações e inscrições até 20/01 no sítio www.edicoestoro.net
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Eis os caminhos previstos do per-curso, totalmente gratuito, com distribuição das apostilas ao final, para os 40 participantes matriculados:
30/01: "Ancestralidade do Barro: Cangomas do Afrodescendente”, com Marcos Ferreira Santos (Músico e Arte-educador. Professor da Faculdade de Educação da USP)
06/02: "Território, Samba e Geografias", com Dona Maria Helena (Presidente da Velha Guarda da Rosas de Ouro e da Embaixada do Samba de SP) e Billy Malachias (Geógrafo, Pesquisador e Educador do CEERT)
20/02: "A Geometria do Ritmo: Fração, Passo e Compasso”, com Seu Valdir Britto, o Dica (Diretor Cultural da Velha Guarda da Rosas de Ouro) e Vanísio Luiz da Silva (Educador Matemático, Professor da rede municipal de ensino e Doutorando em Educação Matemática na Faculdade de Educação da USP)
27/02: "Ndano:  As Veredas da Palavra nas Rodas, no Papel e no Cinema em Moçambique", com Carlos Subuhana (Moçambicano -  Antropólogo, Contador de Estórias e Pesquisador da Casa das Áfricas)
06/03: "Madeira:Nós e Desenlaces da Arte Afro-brasileira, com Seu Batista da Silva (Artesão e Marceneiro) e Marcelo D´Salete (Artista Plástico, Quadrinhista, Ilustrador e Educador do Museu AfroBrasil)
13/03: "Fios de Áfricas: Tecidos e Identidades", com Luciane Silva (Pesquisadora e Educadora da Casa das Áfricas, Dançarina e Professora-Assistente da FACAMP)
Curso com projeção de vídeos, audição e confecção de tons e sons, mapas e oficinas pra mão e pra sola, com cheiros e tecidos e folhas e barro. Com a presença da Poesia e da Música dos coletivos organizadores.
Pra se inscrever é só chegar por esta via virtual aqui mesmo até dia 20/01 ali no sítio da Toró - www.edicoestoro.net - onde está o cartaz de chamamento e a ficha de inscrição. As respostas confirmantes estarão ali no dia 25/01.

Direção Geral e Realização: Sarau Elo da Corrente, Edições Toró, Sarau na Brasa e Quilombaque
Articulação Pedagógica: Allan da Rosa
Concepção e Diagramação de Cartaz e Apostilas: Mateus Subverso
Apoio: Nós por nós
Agradecimentos: Aos educadores que vieram na graça e na luta. E à comunidade que chega ou oferece atenção.
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POR QUE E COMO?
Juntando as experiências e miragens das nossas velhas guardas e dos nossos cientistas que pesquisam, movimentam e que apresentam voz própria. 
Aqui nas nossas beiradas, onde está a grande necessidade, onde é nossa real fonte, já que os cursos dessa picadilha quase sempre são caros e distantes, girando apenas pelos bairros nobres ou pelas ilhas onde quem entra, volta e meia, não pensa e não pisa mais com seus sapatos os caminhos do ontem. Do nosso ontem.
Vamos bolando e renovando conhecimentos que nascem do afeto, com carícia e com choro, arteirando no nosso jardim negro. Sentindo pensamentos, na matemática, na geografia, nas artes plásticas e em tudo mais que brilhar na teia.
Procurando e bebendo do sabor do saber, com a graça e o dendê do conceito que não mora na paralisia ilhada, nem na papagaiada empoada que se garante no seguro do diploma, vampira e sempre fingindo indignação.
É isso, povo. Em tempos de teclas e de ibope fácil, que a gente articule tanta informação e faça dela real conhecimento.
Não vamos esquecer que, anos pra trás, nesse novelo de estudar era tudo ainda muito mais pontudo. Ter um caderno, ter essas pontes de comunicação pra entrançar revides e fundamentos, ter condição de colocar nossos olhos vermelhos no cartão de matrícula.
Então que nossos ofícios e gritos, cheinhos de filosofia e ciência, também se adentrem pelos espaços das pedagogias duras, oferecendo ritmo e graça, sem perder a chama que a beirada dá e pede.
Fica aqui a gratidão pela atenção, a busca (difícil, mas possível) da transformação de raiva em amor, com poesia na luta e asas disfarçadas nas raízes.