Divulgando oportunidades educacionais desde 08.02.2008

Seguidores do Só Cursos Grátis


Pesquisa personalizada

Siga por email

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Segundas da Literatura Negra traz o Hip Hop como produção literária afro-brasileira - BA

Adotado no país como mais uma forma de combate à discriminação racial e a exclusão social, a cultura Hip Hop tem servido principalmente como ferramenta para que jovens negros e pobres, moradores das periferias de grandes cidades, possam se reintegrar socialmente e buscar alternativas para enfrentar a realidade que vivenciam. No dia 10/11, às 17h, esta manifestação cultural será o tema do próximo encontro realizado pelo projeto “Segundas da Literatura Negra”, na Biblioteca Pública do Estado (Barris).

Promovido pela Fundação Pedro Calmon/Secult, o projeto integra a programação que comemora o mês da Consciência Negra e será realizado durante todo o mês de novembro, sempre às segundas-feiras. Para enfocar o tema, foram convidados o rapper Uri Israel Menezes e Giovane Sobrevivente, coordenador do Movimento Negro Unificado e integrante do Grupo de Teatro Choque Cultural.

O RAP é a música característica da cultura Hip Hop e é através dela que os músicos (rappers) colocam em discussão temas como preconceito racial, exclusão social e a realidade das periferias brasileiras. Neste encontro, o RAP será analisado como uma dos aspectos da produção literária de compositores negros. As “Segundas da Literatura Negra” têm como principal finalidade promover o debate e a reflexão acerca da importância da literatura afro-brasileira e sua representatividade na formação da própria cultura brasileira.

História – Surgido nos Estados Unidos, na década de 70, o Hip Hop é composto basicamente por quatro elementos: a música rap, e a arte do graffiti, a técnica do Dj e a dança break. No Brasil, a juventude negra tem pautado um quinto elemento, que seria a mobilização social, o que difere a atuação dos jovens brasileiros do comportamento dos norte-americanos, conhecidos como os Gangsta Rap, repletos de palavrões e ofensas às mulheres, sem preocupações sociais. O RAP brasileiro, ao contrário, traz mensagens de contestação social, como se verifica nas letras do grupo Racionais MCs.

Mais informações:

ASCOM Fundação Pedro Calmon: (71) 3116-6918 / 6676